
Manter a validade jurídica e preservar a memória de uma sociedade por meio de seus documentos é um desafio na era digital. Isso porque os documentos assinados digitalmente podem ter validade temporal limitada, devido à expiração de certificados digitais, ou podem se perder na migração de tecnologias e sistemas que ficam obsoletos. Tudo isso, a longo prazo, afeta a manutenção e o resguardo de informações para cidadãos e instituições. Então, especialistas enxergaram potencial na tecnologia blockchain para auxiliar nesse processo de preservação da confiabilidade de registros digitais.
Pesquisadores da Rede Driade/Cariniana/Ibict apostam em um modelo importado – concebido pelo Projeto InterPARES Internacional – para resolver esse problema de preservação digital. O TRUSTER Preservation Model (Trustchain) usa blockchain, preservando prova de autenticidade e permitindo uma validação distribuída. O modelo, ainda, armazena o hash do documento com metadados essenciais e não o documento em si, o que reduz a complexidade e facilita implementação.
Para os pesquisadores brasileiros, o TrustChain pode ser um importante complemento aos sistemas de gestão de documentos existentes no país, a exemplo do Diploma Digital e do ICP Brasil.
Entre as vantagens do TrustChain estão: dar evidências robustas de qual assinatura é válida no momento do registro do documento, eliminar necessidade de “reassinaturas” e não depender de uma única instituição. De acordo com pesquisadores da Rede Driade/Cariniana/Ibict, o TrustChain está, inclusive, de acordo com as mais recentes normas regulatórias brasileiras de preservação arquivística.
Para saber mais sobre o tema, assista ao vídeo do 9º Encontro da Comunidade de Especialistas em Blockchain.