O Blockchain Rio 2027 será realizado nos dias 11 e 12 de agosto, no Rio de Janeiro, com foco em tokenização, ativos digitais, stablecoins e inovação financeira. A edição de 2026 reuniu mais de 29 mil participantes, 496 palestrantes e 40 startups, consolidando o evento como espaço estratégico para fortalecer o protagonismo brasileiro no ecossistema blockchain da América Latina.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou dois guias do Projeto Construa Brasilpara orientar a adoção de tecnologias da Indústria 4.0 no setor. Os documentos destacam o potencial da blockchain, da Internet das Coisas (IoT) e do BIM para ampliar a rastreabilidade de materiais e processos, melhorar a gestão das obras e aumentar a eficiência da construção civil.
O Agro em Código 2026, promovido pela GS1 Brasil em parceria com a Embrapa, apresentou aplicações de blockchain, inteligência artificial e sensores para modernizar a rastreabilidade no agronegócio. Entre os destaques, a Siemens demonstrou o uso de blockchain para garantir a integridade dos registros produtivos, enquanto a Ecotrace apresentou soluções que combinam blockchain e IA para monitorar a qualidade e a origem de produtos da cadeia agroindustrial.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou dois guias do Projeto Construa Brasil que orientam a adoção de tecnologias da Indústria 4.0 na construção civil. Os documentos destacam a integração de blockchain, Internet das Coisas (IoT) e Modelagem da Informação da Construção (BIM) para ampliar a rastreabilidade das obras, reduzir desperdícios e custos operacionais e melhorar a eficiência do setor.
O Ministério Público da Bahia (MPBA) firmou parceria com os Ministérios Públicos do Rio de Janeiro e de Santa Catarina para fortalecer investigações envolvendo criptoativos. O acordo prevê o uso do software Reactor, da Chainalysis, além de capacitação técnica para rastrear transações em blockchain, identificar movimentações suspeitas e combater fraudes financeiras e lavagem de dinheiro.
Francisco Carvalho, CEO do Blockchain Rio, será palestrante na LABITCONF 2026, que acontece nos dias 30 e 31 de outubro, em Buenos Aires, na Argentina. O evento reúne especialistas internacionais para debater blockchain, Bitcoin, tokenização e inovação financeira, ampliando o diálogo sobre o desenvolvimento do ecossistema de ativos digitais na América Latina.
A brasileira BDM Digital iniciou articulações em Macau, na China, para estabelecer parcerias estratégicas voltadas à economia digital e ao comércio internacional. A iniciativa busca explorar o uso de blockchain e ativos digitais para ampliar a rastreabilidade de documentos e a eficiência dos pagamentos transfronteiriços, fortalecendo as relações comerciais entre o Brasil e o mercado asiático.
A brasileira BBChain lançou a plataforma BBChain EBS, que reúne soluções de blockchain, tokenização de ativos, custódia digital e interoperabilidade em um único ambiente de governança e operação. A iniciativa busca simplificar a adoção da tecnologia por empresas e instituições financeiras.
A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) promove a integração de conhecimentos tradicionais e tecnologias digitais para aprimorar a rastreabilidade do pirarucu na Amazônia. A iniciativa utiliza blockchain e o aplicativo Gygas para registrar a origem e as etapas da cadeia produtiva do pescado, ampliando as oportunidades de geração de renda para comunidades ribeirinhas.
A Prefeitura de São Ludgero (SC) lançou edital para utilizar o e-compras CNM, plataforma desenvolvida pela Confederação Nacional de Municípios para modernizar as contratações públicas. A solução utiliza blockchain no registro das compras no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), buscando ampliar a transparência, a rastreabilidade e a eficiência dos processos municipais.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sediará o evento BlockchainGov 2026 na cidade do Rio de Janeiro. A conferência presencial reunirá instituições estatais e desenvolvedores de tecnologia a partir do dia 16 de novembro e está com inscrições abertas pelo Luma.
A B3 prevê iniciar a negociação de ações tokenizadas em 2027, enquanto a CVM prepara testes com ativos digitais para avaliar segurança, fiscalização e riscos regulatórios. As iniciativas buscam modernizar o mercado de capitais brasileiro, ampliando a eficiência, a rastreabilidade e a integração das operações financeiras por meio da blockchain.
O Mercado Bitcoin defende a integração da blockchain ao sistema nacional de registro de precatórios proposto pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Banco Central. A tecnologia poderia ampliar a rastreabilidade, prevenir registros duplicados e reduzir custos operacionais, favorecendo a tokenização desses créditos. A proposta ainda depende de aprovação regulatória.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou a Resolução 249, que institui o Programa Piloto DLT para testar operações com ações, debêntures, cotas de fundos e outros ativos tokenizados em blockchain. A iniciativa avaliará segurança, interoperabilidade, eficiência e riscos regulatórios, contribuindo para a construção de futuras regras para o mercado de capitais brasileiro.
A Ilha de Boipeba (BA) recebe, em outubro, o Ilha Tech, iniciativa do Instituto Vivá e do Delas On que promove seis encontros gratuitos sobre blockchain, Web3, carteiras digitais, pagamentos e empreendedorismo. Voltado a mulheres, jovens e pequenos negócios, o projeto busca ampliar a inclusão tecnológica, a qualificação profissional e as oportunidades de geração de renda na comunidade.
A Cardano lançou o CIP-0113, padrão voltado à tokenização institucional de stablecoins, fundos e títulos, permitindo incorporar regras de identidade, sanções e compliance diretamente aos tokens. A solução busca aproximar a blockchain do mercado financeiro regulado, possibilitando controles como restrição de transferências e congelamento de ativos.
O presidente da CVM, Otto Lobo, apresentou em Nova York as iniciativas brasileiras de tokenização, blockchain e inteligência artificial aplicadas ao mercado de capitais. O encontro reuniu reguladores e especialistas internacionais para discutir como a regulação pode acompanhar criptoativos e novas infraestruturas financeiras.
O Ministério da Agricultura passou a reconhecer a blockchain como uma das tecnologias aptas a garantir registros imutáveis e auditáveis na rastreabilidade de grãos. A Portaria nº 885 prevê sistemas para acompanhar cadeias de soja, milho, café, trigo, arroz e feijão, com informações que também poderão apoiar crédito rural, seguro agrícola, Plano Safra e Proagro.
Pesquisadores da FGV e da USP analisaram a Moeda Mumbuca, de Maricá (RJ), e propõem incorporar blockchain para aumentar a transparência, facilitar auditorias e ampliar a escala da distribuição de benefícios. A tecnologia também poderia integrar diferentes auxílios em uma carteira digital e apoiar microcrédito, doações e projetos comunitários.
A USP e o CPQD firmaram parceria de R$ 1,008 milhão para desenvolver provas de conhecimento zero (ZKP), capazes de validar transações em blockchain sem revelar dados sensíveis. Com duração de 24 meses, a pesquisa também busca reduzir custos computacionais e desenvolver soluções de segurança aplicáveis a infraestruturas como o Drex.
A Levery, startup originada a partir de uma solução desenvolvida no Projeto Ilíada, foi selecionada para o MIT-ANPEI Brazil Summit 2026. A empresa apresentará sua tecnologia para carteiras digitais, ativos tokenizados e negociação em blockchain, mostrando como a pesquisa e a experimentação apoiadas pelo projeto podem evoluir para soluções voltadas ao mercado financeiro.
A Renner voltou a destacar a rastreabilidade baseada em blockchain em sua estratégia de moda sustentável com o lançamento de uma linha premium de jeans. A empresa já havia utilizado a tecnologia, junto à Youcom, para permitir o acompanhamento da cadeia produtiva das peças; a nova coleção também incorpora algodão reciclado certificado e processos destinados a reduzir o consumo de água.
O Projeto Ilíada apresentou ao MCTI os resultados alcançados entre 2023 e 2026, reunindo pesquisadores de 23 universidades e mais de 100 bolsas de P&D&I. Desenvolvido por RNP e CPQD e coordenado pela Softex, o projeto avançou em interoperabilidade, contratos inteligentes, identidade digital descentralizada, rastreabilidade e cadeia de custódia, além de apoiar o desenvolvimento do Observatório Nacional de Blockchain.
A RNP abriu seleção para 23 bolsas de pesquisa, desenvolvimento e inovação, com atuação remota em quatro projetos estratégicos, entre eles o Observatório Nacional de Blockchain. As bolsas variam de R$ 1.170 a R$ 8.450 mensais, e as inscrições gratuitas ficam abertas até 26 de outubro de 2026.
A Petrobras está testando a blockchain Cardano em dois projetos de pesquisa para ampliar a rastreabilidade do combustível sustentável de aviação (SAF) e do Diesel R. As soluções registram dados ambientais e etapas da cadeia produtiva, buscando evitar a dupla contabilização de benefícios de emissões e aumentar a confiabilidade das informações de sustentabilidade.
O TCU concluiu o acompanhamento sobre oportunidades de uso de blockchain no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). A tecnologia vem sendo estudada pelo governo e pelo Serpro para reforçar segurança, rastreabilidade e validação de registros, mas ainda não há decisão definitiva sobre sua implementação
O Tribunal de Contas da União (TCU) encerrou o acompanhamento sobre a possível adoção de blockchain no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). O estudo avaliou requisitos para uso de registros distribuídos nas contratações governamentais e produziu diretrizes técnicas para futuras atualizações, com foco em rastreabilidade, integridade dos dados e prevenção de fraudes.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou uma capacitação gratuita de 30 horas sobre blockchain e ativos virtuais, aberta a qualquer interessado. O curso aborda fundamentos da tecnologia, regulação, técnicas de rastreamento em investigações criminais e procedimentos de busca, apreensão e alienação de criptoativos.
A Dakila Pesquisas reúne estudos geológicos e expedições na Amazônia, utilizando tecnologias como sensoriamento remoto e LiDAR para mapear áreas de difícil acesso e investigar formações e possíveis vestígios de ocupações antigas. As pesquisas buscam combinar levantamentos tecnológicos, análises de campo e estudos multidisciplinares.
A Vetrii e o ISI-Eletroquímica desenvolvem um Passaporte Digital de Baterias que usa blockchain para registrar fabricação, uso, manutenção, desempenho e reciclagem de baterias de veículos elétricos. A solução busca ampliar a rastreabilidade e apoiar a economia circular, especialmente diante do avanço da frota eletrificada e das discussões sobre a Política Nacional de Circularidade das Baterias.
O Art Studio Open Spaces, em Salvador, integra arte, moradia e tecnologia ao oferecer a cada comprador um NFT exclusivo vinculado à unidade e registrado em blockchain, permitindo rastreabilidade do ativo digital. A iniciativa foi a única da Bahia premiada no Master Imobiliário 2026, destacando-se também por soluções de sustentabilidade e inovação.
O mercado brasileiro de tokenização passou de cerca de R$ 1 bilhão para mais de R$ 10 bilhões em 12 meses, colocando o país na liderança da atividade na América Latina. Apesar do avanço, o volume representa apenas 0,30% do crédito privado nacional, indicando amplo espaço para expansão dos ativos em blockchain.
A blockchain amplia seu uso como ferramenta de prevenção e detecção de fraudes ao criar registros verificáveis, rastreáveis e auditáveis. A tecnologia pode apoiar cadeias de suprimentos, certificação de documentos e controle de ativos, dificultando alterações indevidas e permitindo identificar manipulações nos registros digitais.
A Blockforce e a Cardano Foundation firmaram parceria para usar a blockchain Cardano como camada pública de verificação das cadeias de suprimentos brasileiras, preservando dados comerciais sensíveis. A solução já ancorou mais de 500 mil registros e prevê alcançar 6,5 milhões até 2030, apoiando exportadores no atendimento a exigências internacionais de rastreabilidade e sustentabilidade.