A Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) abriu uma trilha de 62 horas sobre criptoativos e blockchain, voltada a membros e servidores do MPU. A formação ensina desde conceitos básicos até técnicas e ferramentas para identificar e rastrear criptoativos em investigações criminais e na recuperação de patrimônio.
Plataforma da empresa europeia Blockchain Sports tem conectado clubes brasileiros a investidores, patrocinadores e torcedores, permitindo a venda de experiências digitais e a geração de novas receitas. A iniciativa já atraiu mais de 140 clubes e viabilizou a entrada do Humaitá no jogo eletrônico UFL, ampliando a presença do futebol acreano no ambiente digital.
Abanca abriu inscrições para startups com soluções em blockchain, tokenização, ativos digitais e inteligência artificial, que poderão ser testadas em ambiente bancário real. O programa de Venture Client busca acelerar aplicações em áreas como prevenção a fraudes, cibersegurança, eficiência operacional e novos serviços financeiros, com candidaturas até 15 de outubro.
O mercado de criptomoedas ultrapassou 1 bilhão de usuários no mundo, enquanto as stablecoins já movimentam cerca de US$ 33 trilhões por ano. O Brasil se destaca com 26 milhões de usuários e cerca de 33% da atividade cripto da América Latina, impulsionado por stablecoins, pagamentos internacionais e tokenização.
Durante o Blockchain.RIO 2026, o Senac RJ alertou que o avanço da inteligência artificial exige maior capacitação profissional, especialmente diante do crescimento dos agentes autônomos. A instituição também destacou sua formação em Web3, com uma trilha de 400 horas que integra IA, Python e tecnologias blockchain.
PwC Alemanha, Merck e The Hashgraph Group estão testando uma solução que combina marcadores físicos e blockchain da Hedera para rastrear o cacau desde a origem e comprovar conformidade com as novas regras ambientais da União Europeia. O sistema busca combater desmatamento e irregularidades na cadeia, além de abrir caminho para aplicações em setores como medicamentos, eletrônicos e artigos de luxo.
A CVM quer testar o uso de inteligência artificial para modernizar a supervisão do mercado de capitais, processando dados de CVM, B3 e ANBIMA para identificar riscos e irregularidades. A iniciativa acompanha o avanço do grupo de tokenização da autarquia, que estuda uma nova infraestrutura de mercado baseada em blockchain.
Os fan tokens de Flamengo, Palmeiras, Fluminense, Vasco e São Paulo passaram a ser negociados também na blockchain Solana, por meio da integração promovida pela Chiliz. A expansão oferece aos torcedores acesso aos ativos em uma rede de alta velocidade e baixo custo, ampliando as possibilidades de uso e negociação dos tokens dos clubes brasileiros.
O Banco do Brasil participou como investidor da primeira emissão de uma nota estruturada digital em blockchain na América Latina, operação de US$ 5 milhões realizada pelo Citigroup Global Markets Funding Luxembourg. A iniciativa testa o potencial da tecnologia para automatizar processos, ampliar rastreabilidade e tornar operações do mercado financeiro mais eficientes.
A Blockforce e a Cardano Foundation firmaram parceria para usar a blockchain Cardano na verificação de cadeias produtivas brasileiras, garantindo rastreabilidade e autenticidade sem expor dados comerciais sensíveis. A solução já soma mais de 500 mil registros e prevê alcançar 6,5 milhões até 2030, com expansão para moda, agronegócio, setor automotivo, farmacêutico e cosméticos.
O Blockchain Rio 2026 evidenciou o amadurecimento da tecnologia na região, com bancos, reguladores e empresas discutindo sua adoção em escala, especialmente em tokenização, stablecoins e pagamentos. O Brasil ganha posição estratégica nesse movimento, impulsionado pela maturidade do sistema financeiro, avanços regulatórios e crescente participação institucional em projetos blockchain.
O projeto Raízes do Futuro, criado por jovens da Bahia e do Rio de Janeiro, venceu o Youth Challenge Blockchain 2026 ao propor o uso de blockchain e dinheiro programável para transformar reciclagem em renda e financiar ações de saúde e educação infantil. A iniciativa pretende reciclar mais de 12 toneladas de resíduos e beneficiar 30 famílias e 60 crianças em Boipeba (BA).
A Coleção Gigantio transforma a pele do pirarucu de manejo sustentável em peças de moda e utiliza blockchain para rastrear a matéria-prima desde sua origem até o produto final. A iniciativa une saberes tradicionais, design e tecnologia para agregar valor à cadeia do pirarucu e fortalecer a bioeconomia na Amazônia.
O Laboratório Teuto utiliza blockchain no programa VitaCycle para rastrear embalagens até o pós-consumo, integrando a tecnologia às ações de reciclagem, logística reversa e economia circular. A estratégia também inclui energia limpa e gestão hídrica, com redução estimada de 15% no consumo de água potável.
Blockchain, Bitcoin e contratos inteligentes podem tornar o envio e a distribuição de recursos mais rápidos e rastreáveis em terremotos e outras emergências. A tecnologia já é aplicada em doações internacionais e programas humanitários e também pode automatizar seguros e indenizações, reduzindo o tempo entre o desastre e a chegada do auxílio.
O Brasil reúne escala, maturidade institucional, forte adoção de ativos digitais e regulação em evolução, criando condições para acelerar a tokenização de ativos. O movimento pode ampliar o acesso a mercados globais e consolidar o país como protagonista da infraestrutura financeira baseada em blockchain na América Latina.
A FlyEdge lançou uma prévia pública de uma infraestrutura blockchain voltada à tokenização de programas de fidelidade de companhias aéreas, permitindo emitir, transferir, converter e resgatar tokens.
A integração entre inteligência artificial, blockchain e ativos digitais abre caminho para serviços financeiros mais automatizados, programáveis e eficientes. O Bradesco já testa aplicações com stablecoins e tokenização e mantém serviços de custódia de ativos digitais, enquanto o setor avança para a coexistência entre infraestrutura financeira tradicional e economia on-chain.
A ANBIMA destacou no Blockchain Rio 2026 que a tokenização entra em uma fase mais prática. Seu projeto-piloto recebeu 39 propostas e reúne mais de 20 iniciativas em teste, envolvendo mais de 50 instituições. O desafio agora é criar padrões compartilhados, governança e interoperabilidade para consolidar a blockchain como infraestrutura do mercado financeiro.
A Hypernative avançou em um processo de contratação relacionado ao Banco Central após uma prova de valor de sua solução de segurança onchain, capaz de monitorar transações e identificar ameaças em tempo real. A iniciativa acompanha as novas exigências regulatórias. A contratação, porém, ainda está em formalização.
A ACIEG tornou-se a primeira entidade empresarial do país apta a operar na Rede Blockchain Brasil, participando também de sua governança. A iniciativa prevê aplicações de blockchain em rastreabilidade, certificação e validação digital, preparando empresas brasileiras para novas exigências do comércio internacional.
As finanças descentralizadas (DeFi) avançam no Brasil com a evolução da regulação, a tokenização de ativos e o Drex, aproximando blockchain e sistema financeiro tradicional. Contratos inteligentes e liquidação automatizada despontam como ferramentas para reduzir intermediários, custos e tornar serviços financeiros mais eficientes.
O Itaú entrou em um projeto-piloto da ANBIMA, em parceria com a OpenAssets, para testar a emissão, negociação e liquidação de fundos e títulos de renda fixa por meio de infraestrutura baseada em blockchain. A iniciativa busca avaliar como a tokenização pode aumentar a automação e a eficiência do mercado de investimentos brasileiro.
Nos dias 20 e 21 de novembro na São Paulo Expo, a Blockchain Conference Brasil 2026 reunirá especialistas para discutir os impactos do Bitcoin e da blockchain no sistema financeiro, nos mercados de capitais e na economia digital. Com o tema “O Efeito Bitcoin”, o evento também abordará tokenização, stablecoins, regulação, IA e adoção institucional.
Executivos da Caixa e do Banco do Brasil defendem o uso de blockchain como infraestrutura compartilhada para simplificar registros, pagamentos e validações no financiamento imobiliário. O principal desafio é reunir agentes para testar a tecnologia e reduzir processos manuais e repetidos.
O Blockchain Rio 2026 reúne representantes do mercado, especialistas e autoridades para discutir os avanços da regulação, da tokenização e dos ativos digitais no Brasil.
A ADI Chain e a Shipfinex firmaram parceria para tokenizar navios comerciais via blockchain, transformando embarcações em ativos digitais fracionados e ampliando o acesso de investidores ao setor. A iniciativa mira um mercado de financiamento naval de US$ 680 bilhões.
UnB sediará no dia 17 de agosto o UnBCHAIN, encontro apoiado pela Fundação Cardano que discutirá blockchain, regulação de ativos digitais, infraestrutura pública e inclusão digital.