Financiamento de conservação de biomas

Financiamento de conservação de biomas
Imagem: Canva

O Brasil vê crescer as iniciativas de financiamento de conservação de biomas, arrendamento de áreas a serem preservadas, restauração de habitat e preservação de espécies, cotas florestais que representam frações de projetos de restauração ambiental, produção de créditos de carbono, entre outros modelos que envolvem transformar a conservação das florestas em um ativo digital. Essas soluções emergentes de sustentabilidade surgem pelas mãos de climatechs, cleantechs, greentech, carbontech e, muitas dessas startups, trabalham com blockchain. 

As principais aplicações da tecnologia nesses modelos são de apoio a auditoria de dados ambientais, automatização de contratos e facilitação de formas de pagamento digitais (criptomoedas). Recentemente, a Unimed Seguros divulgou uma iniciativa conjunta com a 6BIOS Tecnologias Ambientais, a PUC-Rio e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que combina monitoramento ambiental automatizado e pagamentos digitais condicionados à preservação da vegetação nativa.

Uma plataforma integra empresas patrocinadoras, proprietários de áreas preservadas e sistemas de verificação ambiental para automatizar processos de monitoramento e repasse financeiro. Portanto, a ideia é reduzir a intervenção humana e ampliar a rastreabilidade das ações de conservação. A plataforma utiliza dados multissensoriais e imagens de satélite para acompanhar as condições ambientais das áreas de reserva. Esses dados alimentam sistemas, que funcionam como pontes entre o ambiente físico e o registro digital em blockchain. 

Pela plataforma, a Seguros Unimed – ou qualquer outro patrocinador – financia áreas preservadas, enquanto proprietários rurais, comunidades tradicionais e pequenos produtores atuam como responsáveis pela proteção da vegetação nativa. Ao todo, já são cinco propriedades apoiadas pela seguradora recebendo pagamentos mensais vinculados à conservação efetiva das áreas.

Fontes: Exame, Ekos Brasil