
O uso da blockchain para garantir a confiabilidade e transparência de dados ambientais tem sido amplamente explorado. São casos de tokenização de ativos ESG, rastreabilidade de resíduos e gestão de informações sobre clima. Outros exemplos envolvem diretamente a transação de créditos de carbono como tokens florestais e títulos verdes. As emissões de carbono, em particular, exigem soluções robustas para minimizar fraudes e manipulações em contextos suscetíveis ao greenwashing, por isso a blockchain entra como aliada.
No setor automotivo, a digitalização e o avanço das tecnologias de comunicação possibilitaram o desenvolvimento de veículos conectados capazes de monitorar e reportar emissões de CO2. Esse cenário demanda mecanismos de registro imutáveis e estruturas capazes de fornecer auditabilidade em tempo real, além de interoperabilidade com sistemas de coleta de dados heterogêneos. Portanto, a blockchain é uma alternativa promissora ao oferecer transparência, integridade e rastreabilidade dos dados.
Pensando nisso, pesquisadores das universidades federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e Alagoas (UFAL) desenvolveram uma solução baseada em blockchain para registrar de forma segura as emissões veiculares coletadas por sensores OBD-II integrados a uma aplicação móvel. A solução utiliza a rede Hyperledger Besu, com protocolo QBFT e contratos inteligentes em Solidity. Durante os testes, através da integração entre dispositivos OBD-II, processamento em tempo real e um contrato inteligente foi possível registrar trajetos veiculares e estimativas de emissão.
Iniciativas como esta fortalecem a credibilidade das iniciativas ambientais e têm potencial para influenciar positivamente os mercados de créditos de carbono, incentivando práticas sustentáveis verificáveis e auditáveis.
Fonte: WBLOCKCHAIN