Armazenamento de dados de pesquisa

Armazenamento de dados de pesquisa
Imagem: DIANA HAUAN/ Unsplash

Movimentos como Blockchain for Science e Desci tentam dar visibilidade às possibilidades de inserção de blockchain à Comunicação Científica e na gestão de dados de pesquisa. A tecnologia pode ser solução para novos modelos de propriedade intelectual na Ciência, além de ser uma ferramenta para reduzir a desconfiança em bancos de metadados a serem acessados por pesquisadores em contexto nacional ou internacional. 

Essa temática é particularmente relevante no momento em que agências de fomento vêm solicitando a preparação de documentos que demonstrem como os dados das pesquisas serão coletados, gerados, tratados, analisados, armazenados e compartilhados.

Um caso que chama atenção é da rede blockchain permissionada usada para o compartilhamento de dados de pesquisas sobre tuberculose no Brasil. Diante do desafio de manter um conjunto de dados reutilizável, descentralizado e anonimizado de pesquisas sobre a doença, pesquisadores propuseram a solução usando a plataforma Kaleido. 

Funciona assim: um mecanismo de integração reúne os sistemas EDC (Electronic Data Capture) à rede blockchain, realizando anonimização e agregação de significado aos dados. Um modelo de governança aborda questões operacionais e legais para o uso adequado dos dados. Finalmente, um sistema de gerenciamento facilita o manuseio dos metadados necessários e aplicativos adicionais ajudam a exportar os dados. Tudo isso, para promover mais transparência, disponibilidade e a integridade dos dados brutos coletados em sistemas EDC.

Cientistas da área de saúde podem ter melhor experiência de aquisição, análise e compartilhamento quando os dados são mantidos seguros e rastreáveis, bem como disponíveis em tempo real. Afinal, os dados de pesquisa são um recurso importante não apenas para a pesquisa em que foram gerados, mas também para fundamentar a replicação de estudos e apoiar investigações futuras. 

Fontes: Thieme e UFRGS