
E se a tecnologia blockchain, por meio de Identidade Digital Descentralizada (IDD), pudesse nos proporcionar mais segurança para acessar redes WiFi? Essa é a ideia quando se propõe um modelo de autenticação com identidades autossoberanas, almejando que os usuários tenham maior controle das suas informações.
Com este modelo é possível selecionar as informações que serão “expostas”, minimizando a entrega de dados para os serviços acessados e, consequentemente, ampliando a privacidade. Nesse caso, os usuários não utilizam senhas, pois o acesso é baseado nas credenciais verificáveis (VC- Verificable Credentials), que é um mecanismo criptográfico próprio das identidades digitais descentralizadas.
A construção de identidades autossoberanas para roaming WiFi é justamente o trabalho do GT-Swarm (Self-sovereign Wi-Fi Authentication Roaming), dentro do Projeto Ilíada, que é uma parceria entre a RNP e o CPQD sob coordenação da Softex.
O desenvolvimento do serviço de autenticação foi feito a partir de um primeiro caso, da “eduroam”. A “eduroam” é uma rede acadêmica federada de acesso WiFi que conecta estudantes, pesquisadores e funcionários de instituições de ensino e pesquisa. O serviço, operado pela RNP, permite que seus usuários se conectem à internet em qualquer lugar que possua pontos de acesso do “eduroam”, sendo a autenticação realizada com as credenciais da instituição de origem do usuário. Ou seja, o GT-Swarm quer permitir a autenticação na “eduroam” com identificadores descentralizados (IDD).
Esse serviço projetado pelo GT-Swarm pode ser extensível para outras redes federadas, aprimorando a privacidade. A abordagem do grupo considera tanto os desafios técnicos de interoperabilidade quanto a construção de protótipos de emissão e verificação de credenciais descentralizadas, que possam coexistir com infraestruturas federadas de autenticação.
Saiba mais detalhes técnicos sobre o trabalho do GT-Swarm