
Talvez você já tenha ouvido falar que o lítio é o “minério do futuro”. Ele é considerado um recurso essencial para a transição energética global e para economia de baixo carbono, por isso, players da área de blockchain e criptomoedas enxergam potencial em acelerar as estratégias de tokenização do lítio. Assim, será possível ampliar o acesso ao mercado de recursos naturais, incentivando investidores de varejo a participar do setor que, atualmente, é restrito a grandes corporações.
Mas, afinal, por que o lítio é tão importante? Ele é um mineral estratégico para a confecção de baterias para carros elétricos e híbridos, o que pode impulsionar tecnologias para esses veículos. Além disso, as propriedades do lítio, como alta densidade energética, leveza e excelente desempenho eletroquímico, tornam este recurso ideal para armazenar energia gerada por fontes intermitentes (por exemplo, energia solar e eólica).
Por tudo isso, a transformação do lítio em ativos digitais é promissora. O modelo de conversão das reservas físicas do mineral em tokens negociáveis promete substituir os tradicionais contratos opacos por um sistema de precificação transparente e acessível, baseado em blockchain.
A empresa A Atomic 3, que usa a tecnologia da Cardano, vem liderando o processo de tokenização após criar a primeira criptomoeda lastreada em reservas físicas de lítio. O mecanismo permite que investidores comprem frações do mineral sem a necessidade de lidar com toneladas físicas. Além disso, a blockchain garante rastreabilidade desde a extração, atesta origem e padrões ambientais.
Desafios
Há desafios sobre os impactos socioambientais da mineração e o mercado ainda precisará lidar com esse paradigma. O lítio ocorre principalmente em salmouras evaporíticas e em rochas duras, conhecidas como pegmatitos. No Brasil, por exemplo, o recurso é um extraído do mineral espodumênio, em pegmatitos. O mineral é encontrado no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais; na província de Borborema, localizada entre os estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará e na província de Solonópole, também no Ceará. O lítio identificado em território brasileiro é considerado de boa qualidade.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, os recursos e reservas brasileiras alcançam um total de 1 milhão de toneladas, posicionando o Brasil como a 7ª maior reserva mundial. O Brasil é o 5º maior produtor mundial e, em 2022, produziu 2.200 toneladas.
Fontes: Ministério de Minas e Energia, Web 3 News