
Foi com a tecnologia blockchain que a startup amazonense Ikaben conseguiu proteção cultural aos grafismos indígenas ancestrais presentes em peças de vestuário. O responsável é Joeliton Vargas Moraes, pertencente ao povo Kokama e, segundo ele, Ikaben significa ‘voz’. O empreendedor tem como objetivo trazer visibilidade a culturas milenares que ainda preservam suas raízes e sabedoria.
São bonés, bolsas e camisetas disponíveis para compra. A tecnologia blockchain assegura a propriedade intelectual dos grafismos, além de trazer transparência nos repasses financeiros – que vão direto às comunidades. A cada venda, 15% do lucro retorna às etnias detentoras dos direitos culturais.
A blockchain também permite a rastreabilidade das peças e validação da autenticidade dos produtos. Cada peça recebe o registro único digital, contendo o nome do artesão, o local de produção, os materiais utilizados e o significado cultural da arte.
A startup foi idealizada dentro da Universidade Federal do Amazonas em 2023 e foi integrada à Incubadora de Negócios de Impacto Socioambiental do Alto Solimões (InPaCTAS). A iniciativa foi escolhida na quinta edição do edital Elos da Amazônia – Empreendedorismo Científico Indígena, uma iniciativa do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), para receber um aporte financeiro de R$ 1 milhão em investimentos.
Com o investimento, a startup pretende expandir a coleção de peças, trabalhar no desenvolvimento da tecnologia blockchain e criar mais oportunidades para que artistas indígenas se conectem ao mercado de forma justa.
Créditos: Globo Rural, UFAM, Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios