
O deslizamentos de terra ou rupturas de taludes, em especial da mineração, representam um risco significativo para as cidades e pessoas que vivem no entorno. O Brasil tem histórico de tragédias envolvendo o rompimento de barragens de minério, como os casos de Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais, o que reforça a necessidade de monitoramento hidrológico do solo e o acompanhamento do deslocamento das chamadas “infraestruturas críticas”. A tecnologia blockchain tem sido usada para acrescentar uma camada de confiança a essas supervisões feitas remotamente por dispositivos eletrônicos.
Muitos desses sistemas de monitoramento existentes utilizam tecnologias IoT como sensores de capacitância, dissipação térmica, reflectômetros no domínio do tempo (TDRs), aplicações geofísicas, sensores de ultrassom, etc. Tais sistemas capturam medições associadas a grandezas físicas e enviam essas informações para um serviço de Big Data. A vantagem dessas aplicações automatizadas consiste na possibilidade de auditar os dados off-chain, armazenados em serviço de Big Data e verificados por meio de uma blockchain permissionada.
Sendo assim, em uma auditoria é possível identificar a supressão de informações ou a perda parcial de dados, a fim de verificar a integridade por meio de criptografia. Mesmo se um conjunto de dados estiver parcialmente suprimido, é possível identificar se o conjunto remanescente se caracteriza como confiável. Isso permite diferenciar uma perda de dados não intencional de uma tentativa deliberada de fraude. Este tipo de uso serve até para análises forenses em caso de rompimentos que são investigados como crime por provocar danos patrimoniais, danos ambientais e mortes. Portanto, a blockchain torna o processo de auditoria mais robusto.
Fontes: MDPI, SOL