Moeda comunitária fotovoltaica

Moeda comunitária fotovoltaica
Imagem: American Public Power Association /Unplahs

Com o objetivo de disseminar energia limpa, combater a pobreza energética e promover formação técnica em comunidades de baixa renda, pesquisadores do Centro de Energias Alternativas e Renováveis (CEAR), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), propuseram um projeto inovador. Usando tecnologia blockchain, eles pretendem conectar usinas fotovoltaicas instaladas em comunidades vulneráveis a bancos comunitários para produzir moedas locais.

A ideia é dimensionar uma usina fotovoltaica para atender às demandas residenciais de eletricidade e gerar excedentes de energia para o banco comunitário. Os créditos de energia serão compartilhados entre os moradores, o que fomentará a geração de riquezas para o desenvolvimento local. Para facilitar esse processo de compartilhamento, o estudo prevê a implementação de um sistema de contabilidade em blockchain. O projeto-piloto beneficiará os moradores da Comunidade São Rafael, em João Pessoa, na Paraíba.

Este projeto terá quatro grandes impactos: 

a) ambiental, pois amplia o acesso à energia limpa e renovável contribuindo para redução e emissão de gases que agravam a crise climática;

b) social, porque vai identificar os níveis de privação de eletricidade e combater combater a carência das comunidades vulneráveis; 

c) econômico, com a criação da uma moeda local, estimula-se o consumo na comunidade e reduz-se a fuga de capital, fortalecendo pequenos negócios e incentivando redes de solidariedade; 

d) educacional, pois ao envolver as comunidades em todas as etapas do processo, desde a instalação até a operação e manutenção, possibilita a qualificação técnica de moradores da comunidade, capacitando a força de trabalho e gerando com isso oportunidades de emprego.

Leia também: tokenização da energia gerada em usinas fotovoltaicas 

Fonte: UFPB