
Desde 2024, funcionários da prefeitura de Santo Antônio da Alegria, no interior de São Paulo, têm o “cartão-cripto” para o vale-refeição. O benefício funciona como uma “wallet” (carteira digital) de criptomoeda, que é aceito nos estabelecimentos comerciais da cidade. O cartão é abastecido com a criptomoeda social “Alegria”, uma moeda pareada na relação de 1:1 com o real.
O sistema funciona assim: a prefeitura emite o cartão para o servidor e, em seguida, tokens são distribuídos na carteira digital. Depois, o cartão já abastecido é usado como forma de pagamento em estabelecimentos comerciais, podendo ser NFC ou físico com carteira Web 3 integrada. Portanto, a solução procura retirar intermediários tradicionais da cadeia de pagamento, como bancos, e registrar as transações na blockchain.
Esse modelo de vale-refeição simplifica o processo de recebimento de benefícios, o que ajuda a impulsionar a economia local, mantendo o dinheiro em circulação na comunidade. Além disso, aumenta a confiança na administração pública, porque torna mais auditável a alocação do recurso.
Appchains
O “cartão-cripto” foi criado pela empresa C9 Tech. Já a moeda digital Alegria roda na blockchain Polkadot e foi desenvolvida na plataforma de appchains da Tanssi, com solução de segurança da Dinamo Networks. O projeto da moeda social também contou com apoio da ICT Inova Brasil e da Associação Brasileira de Municípios (ABM).
Uma appchains é uma rede de blockchain dedicada exclusivamente a uma única aplicação ou a um grupo restrito de funções, em vez de compartilhar espaço com milhares de outros programas. As vantagens de operar com este modelo focado são:
- Controle sobre privacidade;
- Customização;
- Redução de custos;
- Flexibilidade operacional para aplicações blockchain.
Fonte: Valor Econômico, Tanssi, C9Tech