Monitoramento de pacientes em cuidados paliativos

cuidados paliativos
Imagme: Dominik Lange/ Unsplash

Pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) desenvolveram, em conjunto com profissionais do Hospital das Clínicas da UFG, uma plataforma que monitora remotamente pacientes em cuidados paliativos domiciliares. Um dos diferenciais do sistema é o uso de  tecnologia blockchain para proteção de dados sensíveis, que ficam disponíveis para o paciente e equipe de cuidados. 

Os cuidados paliativos promovem a qualidade na rotina de pacientes com doenças que ameacem a continuidade da vida. A abordagem envolve prevenção e alívio do sofrimento para os pacientes e seus familiares, incluindo tratamento de dor e de outros problemas de natureza física e psicossocial. 

Nesses casos, o paciente precisa ser continuamente monitorado para que, a qualquer intercorrência, outros protocolos sejam iniciados. No entanto, esse acompanhamento é desafiador por causa da necessidade de deslocamento do paciente e pelo caráter reduzido das equipes do sistema de saúde

Funcionamento

É nesse contexto que a troca de informações ”paciente-sistema” pode ser muito útil. No caso da plataforma desenvolvida pelos cientistas da UFG, o paciente acessa um aplicativo, visualiza as informações relacionadas ao quadro pessoal e responde a questionários de monitoramento. 

A arquitetura da plataforma permite que os profissionais de saúde tenham liberdade para cadastrar informações e aplicar questionários aos pacientes de maneira independente, sem a necessidade de um desenvolvedor para realizar as alterações. Isso permite que a plataforma seja adaptada de acordo com a equipe, o método de trabalho do hospital e, principalmente, com as necessidades de cada paciente.

Além disso, a utilização da blockchain na aplicação healthcare garante transparência e rastreabilidade de dados. A plataforma de monitoramento e o aplicativo para pacientes estão em fase de teste, pois são resultado de uma pesquisa de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação.

Fontes: UFG