Gerenciamento do transporte público

Gerenciamento do transporte público
Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Além de ser usada para modernizar a verificação dos contratos de transporte público, garantindo mais transparência e agilidade, a tecnologia blockchain pode ser fundamental para o gerenciamento deste serviço a partir do registro seguro de dados sobre rotas, horários e lotação.  

Uma iniciativa da Universidade de Brasília, por meio do Centro Integrado de Pesquisa Unbchain, em parceria com a Bus2, começou a testar uma solução inteligente de contagem de passageiros – o SensorBus -, na frota de ônibus de Brasília. A ideia vai muito além de “contar cabeças” dentro dos veículos, pois o projeto pretende coletar informações em tempo real para gerar melhorias aos cidadãos que usam o transporte. 

Os objetivos com a implementação são: 

  • Otimizar rotas: entender onde o fluxo é maior permite ajustar trajetos e criar caminhos mais inteligentes e rápidos;
  • Ajustar horários: gera menos tempo de espera no ponto, afinal, os dados ajudam a planejar frotas mais previsíveis e pontuais;
  • Prever lotação: no futuro, o usuário poderá saber o nível de ocupação do ônibus antes mesmo do veículo chegar, permitindo uma viagem mais confortável.

Política pública com blockchain

O gerenciamento do transporte público exige confiança e auditabilidade, afinal, este processo se dá como implementação de política pública. É por isso que a tecnologia blockchain entra como aliada, para servir como solução de registro seguro dessas informações. 

Na prática, os dados de contagem são imutáveis e 100% transparentes. Portanto, a gestão pública, os órgãos fiscalizadores e a sociedade têm a garantia de que os números são reais, combatendo fraudes, garantindo a aplicação correta dos subsídios e permitindo a criação de políticas públicas baseadas na mais pura verdade.

Leia também o caso da Prefeitura de Niterói, que integrou a tecnologia blockchain ao sistema de mobilidade urbana.

Fonte: UnbChain e Bus2