Rastreabilidade de alimentos orgânicos

 Rastreabilidade de Alimentos Orgânicos
Imagem: Engin akyurt/ Unplash

A agricultura orgânica é um modelo alternativo de cultivo, que envolve a prática da produção de alimentos sem aditivos químicos. É um método que minimiza a poluição, conserva o solo e se consolida como solução sustentável sem perder o foco em qualidade. Nesse contexto, as expectativas dos consumidores de alimentos orgânicos estão na confiança sobre origem e processos produtivos, por isso, existem organizações certificadoras para atestar a veracidade da produção orgânica. Quando é necessário auditar e dar transparência, a blockchain entra em campo como solução para aprimorar a confiança do consumidor nas cadeias alimentares “da fazenda ao garfo”.

No caso dos alimentos orgânicos, a tecnologia blockchain tem sido integrada para registrar etapas do processo de produção como por exemplo, os dados de saúde do solo em que o cultivo será implementado, atestando tratamentos naturais. Nesse estágio, a rastreabilidade de agrotóxicos e a rastreabilidade química são aliadas não só na certificação orgânica, mas no compliance para produtos agrícolas, que é uma demanda de mercados nacionais e internacionais.

Leia outros casos de rastreabilidade agrícola.

Espumantes orgânicos

Um caso brasileiro que se destaca é a produção de espumantes orgânicos em Garibaldi (RS), um dos polos deste tipo de bebida no país. Nessa região, a tecnologia blockchain tem sido utilizada para garantir a certificação orgânica desde a colheita das uvas até o engarrafamento. O processo envolve registro de informação sobre análise do solo, tratamentos, colheita, processamento, filtragem e fermentação, como no fluxo exemplificado a seguir: 

O uso de blockchain:

  1. Registro de dados sobre a saúde do solo e tratamentos naturais, garantindo que nenhum produto químico foi utilizado; 
  2. Auditabilidade de informações sobre a colheita das uvas e o processamento inicial, incluindo detalhes como a prensagem e o início da fermentação; 
  3. Transparência a etapas críticas, como a filtragem e a fermentação, que são monitoradas e registradas, assegurando que o espumante mantenha suas características orgânicas; 
  4. Certificação de testes de qualidade, incluindo sabor e textura, permitindo a rastreabilidade completa, desde a vinha até o produto final.

Fonte: Revista de Administração IMED e Sebrae-PR