Internet das coisas Médicas (IoMT)

Internet das coisas Médicas (IoMT)
Imagem: Irwan /Unsplash

Dois grandes desafios para as infraestruturas de saúde digital são: a fragmentação dos dados de saúde e a falta de confiança entre as partes interessadas. Por isso, a tecnologia blockchain tem sido usada como solução para impulsionar a transformação da saúde digital por meio de uma governança descentralizada dos dados e pela integração com outras tecnologias emergentes, como por exemplo a Internet das Coisas (IoT). 

Especificamente para a área de saúde, a Internet das Coisas Médicas (IoMT) possibilita a incorporação de equipamentos, sensores e sistemas inteligentes, permitindo monitorar, coletar e analisar os dados em tempo efetivo. Essa tecnologia pode facilitar processos, além de aperfeiçoar a gestão de pacientes.

As aplicações da IoMT se beneficiam da blockchain para garantir a integridade dos dados dos dispositivos, automatizar fluxos de trabalho por meio de contratos inteligentes e promover a interoperabilidade em tempo real. A sinergia entre a blockchain e IoMT reforça as potencialidades das decisões algorítmicas – humanamente validadas – na área da saúde, garantindo a transparência, a reprodutibilidade e a auditabilidade dos dados.

Estudos

Pesquisadores do Centro Universitário ENIAC desenvolveram um trabalho de monitoramento remoto de pacientes por meio de captura, armazenamento e consulta de dados de frequência cardíaca, oxigenação sanguínea e temperatura corporal. A metodologia envolvia aquisição dos dados de pacientes com microcontrolador ESP32 (sensor de frequência cardíaca), oxímetro (MAX30100) e sensor de temperatura (LM35). Foi desenvolvida uma API para integração dos dados obtidos pelos aparelhos a um servidor e, por fim, criado um aplicativo mobile para consumo dos dados armazenados.

Mesmo com algumas limitações, o projeto mostrou a viabilidade de monitoramento de  sistemas  biomédicos  e  com  alto  potencial  de exploração    também    para    outros    indicadores importantes para saúde humana como pressão arterial, glicemia, entre outros. Essa pesquisa se aproxima, por exemplo, de estudos feitos por cientistas da Unisinos para o desenvolvimento de wearables, em que  pessoas com relóunpgios e dispositivos de monitoramento individuais enviam dados ao sistema de saúde de dentro de casa e em tempo real.

Fontes: ENIAC, IF Pernambuco, Nature, Blockchain in Health Care Today