Fluxo de informações da construção civil

Blockchain no fluxo de informações da construção civil
Imagem: Canva

A construção civil busca cada dia mais a desburocratização, a digitalização e a industrialização de seus processos. Por isso, o uso de Modelagem da Informação da Construção (Building Information Modeling – BIM) tem sido muito incentivada por construtores e até pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O governo criou o Programa Construa Brasil com objetivo de melhorar o ambiente de negócio do setor, estimulando as empresas a se modernizarem  e adotarem práticas para controle de produção em canteiros de obras e gestão de ativos de construção. Para isso, encoraja-se a inserção de conceitos da Indústria 4.0 de forma integrada com modelos BIM. É nesta gestão de ativos que entra a tecnologia blockchain, como um apoio para a obtenção e registro de dados exatos de cada fase do empreendimento.  

O BIM é um modelo que preconiza a criação de “cópias” digitais precisas de uma obra. Assim, o construtor tem suporte ao projeto ao longo de suas fases, permitindo melhor análise e controle do que os processos manuais. Esses modelos gerados por softwares especializados contêm geometria e dados necessários para o apoio às atividades de fabricação e aquisição de material. 

Com o uso de dispositivos eletrônicos (IoT) – como câmera e drones para registro de imagens ou sensores – é possível capturar o andamento da obra, obtendo informações sobre cada fase. Dessa forma, integra-se a obra física ao modelo digital, contando com registros em blockchain para manter a rastreabilidade, transparência e imutabilidade. Essa metodologia ajuda a medir, por exemplo, a produtividade em cada etapa de execução, além de gerar mais confiabilidade entre as partes envolvidas no empreendimento (construtores, clientes, fornecedores,  auditores e, até mesmo a sociedade civil em caso de obras públicas). Por ser usada, também, no apoio às transações financeiras que envolvem a obra.

BIM no Programa Construa Brasil

No âmbito do Programa Construa Brasil, do MDIC, foi criado um contrato inteligente que realizava o cálculo financeiro da medição de uma obra. Assim, os dados e ações dos integrantes do contrato eram registrados em blockchain Ethereum. No experimento, um contrato Inteligente, por exemplo, registrou as transações entre o fabricante de esquadrias e o fornecedor do serviço de instalação da seguinte maneira: dispositivos IoT permitiram o acesso em tempo real ao estado das esquadrias, informando as quantidades que foram instaladas em um dias para validar os pagamentos. Assim, o registro em blockchain era usado para certificar o quantitativo a ser pago. Portanto, a tecnologia serviu para remunerar o serviço por meio de criptomoedas, além de guardar o registro imutável das datas e execução do serviço, permitindo a criação de métricas de desempenho e produtividade.

Fontes: MDIC e Sebrae PR