Rastreabilidade do leite e derivados

Rastreabilidade do leite e derivados
Imagme: Zoe Richardson /Unsplash

A tecnologia blockchain surge como solução estratégica para ampliar a rastreabilidade de vários tipos de cadeias agroindustriais, portanto, não seria diferente com o leite e derivados. A cadeia de laticínios enfrenta exigências regulatórias e forte pressão por práticas mais sustentáveis, o que dá protagonismo à  garantia de origem e à possibilidade de auditoria do processo produtivo. 

O sistema de rastreabilidade dá a oportunidade para a indústria trabalhar na gestão de riscos e na melhoria da qualidade do produto, ganhando mais confiança do consumidor. Os registros verificáveis permitem redução dos riscos de consumir um alimento impróprio para o consumo, obtenção de informações nutricionais do produto, escolha de produtos que causem um menor impacto ambiental, além da opção por atributos específicos de qualidade (como a região de produção de queijos). Neste último caso, a rastreabilidade até estimula a concorrência por meio da diferenciação da qualidade.

Pesquisadores das universidades federais de Viçosa e Juiz de Fora propuseram um modelo de rastreabilidade para o leite e derivados em que a blockchain foi utilizada como um banco de dados distribuído e também para a validação  de acessos. Os contratos inteligentes foram utilizados para organizar o processo de manipulação dos dados. A arquitetura é composta por três módulos principais: módulo rastreabilidade, responsável pela interoperabilidade entre a captação de dados coletados no decorrer da cadeia de suprimentos e a disponibilização na rede blockchain; módulo cliente, encarregado em prover acesso público aos dados registrados (por meio de QRcodes ou códigos de barra); e módulo sensores, que provê suporte à comunicação de sensores externos ao sistema para controle de informações em tempo real como localização da unidade, quantidade de produtos por lote, entre outras. 

Este sistema proposto pelos pesquisadores e outros sistemas funcionam como uma maneira confiável de compensar a distância entre o produtor e consumidor com informações que são importantes sobre os alimentos.  Outro exemplo é o modelo proposto por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco, que criaram um sistema para registro de dados sobre queijos e seus fabricantes em uma blockchain. Tal registro permite validar as informações e as disponibilizar aos consumidores por meio do aplicativo móvel QRQuejio e averiguar a autenticidade dos dados, por meio de uma leitura confiável na base de dados do sistema e na blockchain.

Fontes: MilkPoint, DialNet e Sol (SBC)